Confesso que...

Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper) - os nomes não podiam ser mais apropriados para estes cavaleiros do asfalto - ganham dinheiro como traficantes de droga e fazem-se à estrada porque querem estar em New Orleans a tempo do Mardi Gras. O objectivo, como objectivo, é um bom objectivo. Mas fica-se por aqui.
“Easy Rider” é um road movie sem belas paisagens (tirando o momento em que Karen Black se despe entre lápides num cemitério... eu sei, até isso é “creepy”!) e sem conversas entre os intervenientes que impliquem grandes crescimentos pessoais (as motas não são propriamente um veículo que motive a comunicação na estrada, especialmente entre criaturas tão pouco eloquentes como Wyatt e Billy). O conceito de viagem, que cinematograficamente deve equivaler a uma evolução dos heróis, passando por desafios colocados ao longo do caminho, é completamente frustrado. Sabemos pouco sobre eles, e, no final, ficamos a saber mais ou menos o mesmo.
Confesso que me aborreço sempre de morte quando vejo "Easy Rider" e...confesso que cada vez que me aborreço mais...mais gosto do filme e das recordações que ele me trás.
Será um contrasenso aborrecer ou gostar...? ...pouco me interessa...
Confesso que...gosto e pronto.
[ ...nada como um texto destes em que começo por dizer que não gosto e acabo a dizer que gosto...francamente...."tou esclerosado e mai nada"... ]
[ ouvindo mp3...Bob Dylan - "Times they are a changing" ]
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